Domingo, 12 de Março de 2006

Um barco

 

 


 

perigo, promessa ou ilusão?

Passar na margem dum rio e ver um barco vazio, amarrado a uma árvore igualmente só. Tempos de contrabando, visões de damas do lago ou o regresso de Sebastião-rei? Logo acima está este solar, virado para o rio, meio arruinado, meio habitado.

Ruínas de que tempos faustos? Assombrado por que memórias? Habitado ( ou usado) por quem?

Do rio não vem outra resposta senão a da inquietação, ou não fosse a noite que se avizinha ser irmã da névoa espessa onde se perdem mundo e vagabundos

Porque não há pegadas no areal?

Que desolação assombrada é esta onde a memória dos Homens está viva, mas não existe viv'alma por perto?

Direitos de Autor: textos e fotos de Pedro Freire de Almeida pepe às 19:18
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1 comentário:
De ana a 29 de Junho de 2006 às 10:53
Vim, em Junho, deixar pegadas no seu areal de Março. Apetece-me passear por um lugar assim.
Até me apetece mergulhar no rio, nadar e depois ficar ao sol, dentro de barco.
Ele não é de Dom Sebastião, não é de contrabandistas, é meu, esta manhã.
Há horas em que a solidão nem é amarga. É até calmaria.

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