Domingo, 21 de Maio de 2006

Todos os rios correm para o mar

dizem...

 


 

 

Mas que sabemos nós de rios, afinal? Aqueles que descem de barco o rio

 

são engolidos pela Cidade

 

 

O mesmo acontece aos que o acompanham a passo, pelas margens

  Não têm como lhe fugir...e fugir porquê?!

Existem cidades que emergem das águas 

 como que adormecidas à espera de quem as descubra 

Noutras, os rios moldam-nas a seu gosto, abrindo as portas da cidade de par em par

 

Em algum ponto o viajante é convidado a percorrer as ruas,  

e como que a sossega-lo, existe sempre um arco sobre as àguas, promessa da travessia para o outro lado. Os mais ansiosos só têm olhos para o lado de lá, talvez atraídos pelos edifícios que, em tempos idos, fizeram a prosperidade da Cidade, e pelas torres sineiras, implacaveis a marcar a passagem do Tempo. 

Porém, do lado de cá existe cor, aroma e cheiros, vozes de crianças brincando 

 e janelas para o rio e para quem passa na rua, cá embaixo.

 

 

 

Pessoas circulam indecisas

 

talvez torturadas sabe-se lá de que culpa, ou desgosto, ou dalgum mal ruim. Ou nada disso, afinal: ociosas, deixando-se levar pelo correr da margem, ou agarrando o fundo das águas escuras com suas linhas e anzóis.

Porém, a Cidade atrai os incautos para becos

  donde escaparão ou não, assim como para passagens sem saída e sem retorno

Iludidos por luxuriantes fantasias

promessas de acesso aos segredos mais desejados

mas donde nunca passarão para além dos pesados portões cerrados, ainda mais perdidos e desamparados.

Todos os rios vão dar ao mar...dizem

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Direitos de Autor: textos e fotos de Pedro Freire de Almeida pepe às 19:32
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