perigo, promessa ou ilusão?
Passar na margem dum rio e ver um barco vazio, amarrado a uma árvore igualmente só. Tempos de contrabando, visões de damas do lago ou o regresso de Sebastião-rei? Logo acima está este solar, virado para o rio, meio arruinado, meio habitado.
Ruínas de que tempos faustos? Assombrado por que memórias? Habitado ( ou usado) por quem?
Do rio não vem outra resposta senão a da inquietação, ou não fosse a noite que se avizinha ser irmã da névoa espessa onde se perdem mundo e vagabundos
Porque não há pegadas no areal?
Que desolação assombrada é esta onde a memória dos Homens está viva, mas não existe viv'alma por perto?
imago mundi é parte deste projecto: